domingo, 2 de marzo de 2008

Sobre Educar-se

“Abrir os olhos pode levar toda uma vida. O ver é questão de um instante.” Anthony de Mello

Fácil é, quando temos coisas que resolver na vida, que superar, mudar, culpar a outros, ao mundo, a sorte, a Deus...sei lá mais quem.

A questão simples e pura é que nossa vida, nossa é. E temos que assumir o desafio de administrá-la e levá-la a bom término. Meu querido Paulo Freire nos ensinou que ninguém conscientiza a ninguém de nada. Que este caminho é pessoal, individual, interior. Cada um “tem” que por si só “conscientizar-se” e se auto-construir uma pessoa melhor.

Bem, essa reflexão toda vem inspirada por uma aluna, querida aluna, das classes de internet e informática com as mulheres árabes muçulmanas. Entre as muitas, essa aluna em especial é a mais constante. Cada sexta está. Como ela fala árabe, eu português e nos esforçamos para “encontrar” no espanhol já chegamos a um acordo mudo de que não passa nada se entendemos metade do que nos dizemos.

O importante é que ela está determinada, tem uma certeza em aprender que me intriga. E às vezes me pergunto ¿para que? ¿por que é tão dedicada nisso? Pois, a resposta aí está: ela leva sua própria vida, quer crescer, superar, avançar. Naquele momento sinto e veio que ela está completamente ali e é completamente ela. E então, ainda que sabemos pouquíssimo uma da outra, eu também me entrego e estou só ali e sou toda eu para ela. E no final de toda classe fica sempre a sensação de que quem mais aprendeu foi eu, não ela.


lunes, 11 de febrero de 2008

Piada ou Drama!?

Sigo com Contos:

VIDA, MUERTE (uma colaboração da minha Querida Profa. Raquel)

"Ontem a noite eu e minha mãe conversávamos sentados na sala. Entre as muitas coisas da vida que falávamos tocamos no tema viver/morrer.
Lhe disse: Mãe, por favor, nunca me deixes viver em estado vegetativo, tá!? Dependendo de máquinas, ou líquidos. Se me encontra assim, desconecta e apaga todos os equipamentos que me mantém vivo. PREFIRO MORRER.
¡¡Então minha mãe se levantou com cara de admiración e apagou a televisão, o DVD, a Tv a Cabo, a Internet, o computador, meu mp3/4,
meu PlayS, o telefone, me tomou o celular e o notebook....!!
Deus do Céu, QUASE MORRI!!!!"

sábado, 26 de enero de 2008

Saber ler e escrever, o que?

¿Como ler nosso Tempo, Era, Geração? …”Líquidos” nos vão os dias, as vidas, as sortes… Bem, como não tenho resposta também, nos conto um conto:



As Formigas e o Lápis

Uma Formiga passeava perdida do seu grupo, certo dia, por uma folha de papel e viu, de repente, um Lápis que escrevia finos traços negros.
- Que maravilha! – exclamou – Que coisa tão linda e com vida própria, que faz riscos nesta bela superfície, até o extremo de que se pode comparar com os esforços conjuntos de todas as formigas do mundo. E que riscos faz! Parecem formigas. E não uma, mas milhões que agem juntas.
Contou suas idéias a outra Formiga, a qual esteve igualmente interessada. Elogiou os poderes de observação e reflexão da primeira Formiga.
Então uma outra Formiga disse:
- Aproveitando seu trabalho, tenho que admitir, também observei este estranho objeto. Porém, cheguei a conclusão de que não é ele que determina seu próprio trabalho. Você comentou o erro de não observar que o Lápis está unido a outros objetos, que lhe rodeia e conduz. Estes e não outros devem ser considerados como a origem de seu movimento.
Assim, as Formigas descobriram os dedos.
Passado bastante tempo, outra Formiga caminhou sobre os dedos e percebeu que estes faziam parte de uma mão, que explorou total e minuciosamente, ao estilo das Formigas, trepando por todas partes e vasculhando tudo.
Depois voltou para junto das suas companheiras, e lhes gritou:
- ¡Formigas! Tenho noticias de importância para todas. Estes pequenos objetos formam parte de outro muito maior. E este sim, é o que verdadeiramente lhes movem.
Então logo descobriram que a mão estava unida a um braço, e o braço a um corpo, e que não existia uma mas duas mãos e que existiam dois pés que não escreviam.
E seguiram com as investigações.
As Formigas chegaram assim a terem uma idéia adequada da mecânica da escrita.
Entretanto, sobre o sentido e intenção da escrita não puderam averiguar nada com seus rotineiros métodos de investigação, porque não sabiam ler e escrever.

Fonte: “Cuentos de Oriente para niños de Occidente” – Editorial SUFI, Colección Arrayán – Madrid, 1997 (tradução própria da autora do Blog)