lunes, 22 de septiembre de 2008

Cultura, a sua



Vejo você, me vejo. Vejo eles, elas, nos vemos. Estamos aqui, ou ali, ou lá. Tanto faz, estamos em qualquer e todos os lugares. De repente, Nossa, não reconheço nada mais. Se vai longe, além, sabe-se lá pra que lugar.

Uma vida, uma História, uma cidade. Quantos olhos podem contemplar uma mesma imagem? Quantas mentes podem imaginar uma mesma idéia? E, ao fazer, que universos de “filtros”: sul, norte, branco, negro, rico, pobre. Humano.

Estar em uma nova cidade, um outro país é se ver em tudo, sentir-se “igual”. Porém, é também não estar em nada e viver o diferente. E, ir aprendendo e ensinando que riquezas e misérias, amores e dores, sonhos e desesperos não “nasceram” com nacionalidades.

domingo, 3 de agosto de 2008

Tv Intertribal, a Webtv dos Índios Brasileiros



http://www.tvintertribal.com.br/


O acesso à educação, ao bem estar-social em geral (saúde, trabalho, moradia) ainda são desafios no Brasil, país com seus já 190 milhões de habitantes. O acesso às tecnologias da informação e comunicação, como a Internet, representam só mais “detalhe”.

No entanto, as comunidades, grupos, associações culturais, étnicas, educacionais têm trabalhando dia a dia para avançar e superar todas e quaisquer dificuldades. O projeto Tv Intertribal, a Webtv das etnias indígenas brasileiras, ainda em seu caráter experimental, é só um dos bonitos e grandes exemplos.

Assim, com o uso ativo da transformação da mediação da informação, do conhecimento, da cultura que traz Internet, pouco a pouco vão transformando também suas realidades.

sábado, 12 de julio de 2008

Pela não marginalização da Imigração em Europa

E que…? Os bens naturais e físicos são eternos, inacabáveis? A paz e o progresso sempre estarão entre nós!? Jamais necesitaremos de nada e de ninguém…!! Pois, que pena, como bem refletiu o líder Martin Luther King “aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes; mas não aprendemos a simples arte de vivermos juntos como irmãos.”

A todo este discurso e ato de cada vez tornar mais e mais “marginal” os imigrantes e a imigração em Europa deixo o poema “El Barco” de Pablo Neruda como crítica e consideração.


El Barco

Pero si ya pagamos nuestros pasajes en este mundo
por qué, por qué no nos dejan sentarnos y comer?
Queremos mirar las nubes, queremos tomar el sol y oler la sal,
francamente no se trata de molestar a nadie,
es tan sencillo: somos pasajeros.

Todos vamos pasando y el tiempo con nosotros:
pasa el mar, se despide la rosa,
pasa la tierra por la sombra y por la luz,
y ustedes y nosotros pasamos, pasajeros.

Entonces, qué les pasa?
Por qué andan tan furiosos?
A quién andan buscando con revólver?

Nosotros no sabíamos
que todo lo tenían ocupado,
las copas, los asientos,
las camas, los espejos,
el mar, el vino, el cielo.

Ahora resulta
que no tenemos mesa.
No puede ser, pensamos.
No pueden convencernos.
Estaba oscuro cuando llegamos al barco.
Estábamos desnudos.

Todos llegábamos del mismo sitio.
Todos veníamos de mujer y de hombre.
Todos tuvimos hambre y pronto dientes.
A todos nos crecieron las manos y los ojos
para trabajar y desear lo que existe.

Y ahora nos salen con que no podemos,
que no hay sitio en el barco,
no quieren saludarnos,
no quieren jugar con nosotros.

Por qué tantas ventajas para ustedes?
Quién les dio la cuchara cuando no habían nacido?

Aquí no están contentos,
así no andan las cosas.

No me gusta en el viaje
hallar, en los rincones, la tristeza,
los ojos sin amor o la boca con hambre.

No hay ropa para este creciente otoño
y menos, menos, menos para el próximo invierno.
Y sin zapatos cómo vamos a dar la vuelta
al mundo, a tanta piedra en los caminos?

Sin mesa dónde vamos a comer,
dónde nos sentaremos si no tenemos silla?
Si es una broma triste, decídanse, señores,
a terminarla pronto,
a hablar en serio ahora.

Después el mar es duro.

Y llueve sangre.

Pablo Neruda
Navegaciones y Regresos (1959)

domingo, 8 de junio de 2008

Mesmo que não se diga



“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
 É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
 É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
 Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?”
                            Luís de Camões




O poeta Camões não foi o único, tampouco o primeiro, menos ainda será o último a tentar descrever o “amor”, a expressá-lo, “desenhá-lo” com palavras. Na semana em que se comemora no Brasil o dia do “amor”, dos namorados, dia 12 de junho, que, depois da experiência de Espanha e Catalunha já será o terceiro Santo e a terceira data no ano dedicada al tema (San Valentí, el 14 de Febrero, Sant Jordí, el 23 de abril) eu também o quero celebrar. Com, claro, votos e esperanças de que este “amor”, o amor calado, silenciado, secreto não seja apenas idéia na cabeça e sentimento no coração, mas que tenha força e coragem para ser fazer real e palpável.


martes, 27 de mayo de 2008

Aos pedaços isso de frágil e mulher


Havia uma menina, uma normal, comum e corriqueira que estava apaixonada por seu namorado. Ele, felizmente, igual a amava muito. Os dois, pertencentes a uma cultura específica, por “desgraça” bem rígida e fechada, tiveram a sorte de estarem juntos por amor. E iam casar, não por obrigação, por prometidos, ou por acordo dos pais. Se casariam pela querência, pela decisão pensada e sentida baseada no afeto. Acontece que depois de casados o marido, o tal “amor da vida”, à esposa a mantém reclusa, trancada, presa na sua própria casa, no que conhecem por “lar”.

Pois, isso é um conto!? Vale… um roteiro cinematográfico, ou idéias para uma futura novela? Ok, será uma história de Ásia Central, de Oriente Médio, de Norte de África? Que te contaram, inventaram?

Não. É uma história de Barcelona, o país Espanha. A menina tem nome e tem olhos que pronunciei e encarei. E, o mais grave é que igual a ela muitas são as mulheres, dos mais variados lugares, que no dia de hoje sofrem tamanha violação dos seus direitos. Vítimas anônimas, silenciadas, submetidas. Cúmplices da dor, do maltrato, do desamor. Escravas sociais por um “e eu com isso” de todos os outros.

Por favor, que no exercício feminino de gerenciar os conflitos, neutralizar as diferenças, reconhecer o outro, construir a família, educar os(as) filhos(as) que as mulheres se vejam e sejam vistas como pessoas, como humanas, antes de mulher sexo ou gênero. E mais, que o frágil e fraco em toda mulher seja essa tal capacidade e decisão de suportar tudo! Não, não mas.

jueves, 8 de mayo de 2008

Fim ao Tráfico de Crianças


“A Utopia está no Horizonte.

Caminho dois passos,

Ela se afasta dois passos e,

O Horizonte anda dez passos mais pra lá.

Então, para que serve a Utopia?

Pois, para isso...para caminhar.” Eduardo Galeano


De 1 a 2 milhões de crianças são, cada ano e em diversos graus, vítimas de diferentes formas de tráfico provocando violações graves à dignidade delas e de seus direitos elementares. (Fonte de Dados e Fotos http://www.tierradehombres.org/stop/ - Campaña “Stop al Tráfico de Niños)

Outras tantas esperando execução em prisões do Irã. E, algumas mais, vítimas de exploração sexual no Brasil e muitos outros paises.

Você e eu, seres políticos, comprometidos com as mudanças necessárias, com denúncias, ações, campanhas.
Utopia? Talvez...porém melhor a gente caminhar, né, que parado continuar.

lunes, 21 de abril de 2008

“Um minuto para o absurdo”

O que é um minuto?

Soma de sessenta segundos. Fragmento de tempo. Instante de existência.

Parece pouco! Parece nada! No entanto, o “mundo” cabe dentro de um minuto.

Em um minuto se explode uma guerra, se começa um romance, se perde uma vida, se ganha um jogo. Em um minuto se olha e de repente se vê; se toca e realmente se sente; se fala e, como nunca se diz.

Quimera era, esta, em que é absurdo ter um minuto! Por favor, me dá um minuto... não, melhor, se dê um minuto. Um minuto mesmo que seja para o “absurdo” de ser “ridículo/a”, de ser humano/a, de ser pessoa.


“...E vi que tudo é vaidade

e correr atrás do vento.” Salomão